• Rota da Fórnea
  • rotaforneaRota da Fórnea. Corrigindo rota dos aromas, pedras e Fórnea.
  • Os primeiros raios de sol, espantam a noite, e o aparecimento do novo dia dá lugar ao canto dos pássaros madrugadores. Fez-se luz, e o dia surge brumaceiro e invulgarmente frio, húmido e pálido. Mas depressa ganha forma e espanta a alvorada. Lentamente, o céu foi clareando, e as cores regressaram timidamente ao mundo, mas sem chegarmos ver o Sol. O cinzento desbotado transformou-se, e a neblina da manhã suavemente vai deixando o verde manchado por finos raios de luz pálidos.
  • A hora prevista, saímos de autocarro, não como habitualmente completo, mas perto de 35 caminheiros, dispostos a derramar o seu suor em favor de uma causa: conhecer caminhando.

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pedramoinhosTrilho Pedras, Moinhos e Aromas de Santiago

  • “hay momentos mágicos y inolvidables, que quedaran grabados para siempre en nuestras memorias. Muchos de esos momentos son de felicidad”. Juan Rafael Prado
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  • É desta forma que Juan Prado fala do que sente e da felicidade quando trilha um caminho. Fala como se o caminho fosse veias que percorrem o seu corpo e o onde o seu sangue fervilha numa mistura de adrenalina, a cada passada que pisa.
  • O nome desta rota por si já é muito sugestivo. Mas, vou separar esta rota em três partes distintas.
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  • fisgasFisgas de Ermelo
  • O médico perguntou:
  • - O que sentes?
  • E eu respondo:
  • -Sinto longuras doutor. Sinto distâncias.
  • O psicanalista afaga a grisalha barba e após alguns segundos de silêncio, surge a resposta.
  • - Analisando a o seu comportamento e achando a solução mais adequada para a resolução do problema, aconselho a inscrever-se numa das caminhadas do Andar.
  • - Mas como doutor, se nestes últimos meses a metrologia tem-nos dado água pelas barbas.
  • - Não desespere, tem aqui, o contacto do mais alto dignitário para as questões da metrologia.
  • - Obrigado doutor. Parti, apertando aquele pedaço de papel como se fosse à resposta para a salvação da raça humana.
  • Após longas negociações com a mais alta individualidade do tempo, finalmente se chegou a um acordo, senão histórico não ficará muito longe disso. É certo que as esfoladelas nos joelhos iam deixar marcas. Bom, promessas são promessas e não é para se quebrar. 
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Um SANTO E FELIZ NATAL para toda a Familia ANDAR e seus AmigosEstamos certos que o Pai Natal ainda que com pacotes mais pequenos não deixara de a todos presentear com:

PAZ, AMOR, SAUDE, FELICIDADE e tudo o mais que cada um desejar.

  • percursofreitaPercurso na Serra da Freita
  • Quem disse que os sábados são todos iguais? No dia 7 de dezembro do ano da graça de dois mil e treze, o ANDAR, contrariou essa afirmação.
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  • O dia estava quente e sem nuvens, o céu de um azul profundo. Quando a leve brisa soprava, conseguia-se cheirar os ricos odores da carqueja e da terra, misturados com tojos e ervas rasteiras.
  • O monte projetava-se por cima do denso emaranhado de floresta rasteira, erguendo-se solitário, deixando ver ao longe as montanhas num azul acinzentado, tocadas pela geada noturna e mescladas pelo sol numa paleta infinita. A vista do topo do monte era abrangente, mas o que atrai era a grande torre que emergia ereta da terra, no fim da grande cicatriz aberta pela força das máquinas. Diante dos nossos olhos o monstro de betão, silencioso, com uma altura de cerca de 50 metros, espiava os nossos passos e brincadeiras, outros tempos virão, em que espiará para nós o estado do tempo e a sua evolução e antecipará os fenómenos meteorológicos extremos (chuva, vento, neve, granizo).

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cgambozinosCaminhada ao Gambozinos

  • Era sábado. Um sopro de chuva chicoteava ao longo de varias horas o tão empapado solo, e, as poças de água tinham um reflexo brilhante bege. O dia corria lento e já era meio da tarde, mas, o dia parecia escuro como se fosse o anoitecer. A luz da tarde escoava-se e o crepúsculo surgia ainda muito húmido. Com o aproximar da hora, não havia qualquer réstia de esperança de uma mudança repentina. As minhas preces inaudíveis, eram pragas resmungadas contra o tempo, que eu prenunciava no fundo da minha alma. Talvez, Deus me tenha escutado, por estar já cansado das minhas preces, fez-me a minha vontade. Parou de chover. A chuva podia ter parado, mas o piso ainda era um atoleiro de lagos rasos e armadilhas escorregadias.

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Viagem ao “Coração do Reino Duriense”

Embarcamos num tempo de mudança. Falo em termos climáticos e não naquele novo ciclo politico exigido pelos portugueses, estou certo que a pequena percentagem não quer essa mudança – os políticos. A este período que me referi atrás, e o qual se repete todos os anos denomina-se de outono. A chegada do outono costuma mexer comigo, trazendo tristeza, cansaço, sono e uma certa melancolia, o calendário não engana. A verdade é que a mudança de estação não só afeta o nosso organismo como a própria natureza. É certo que também é a mais colorida, mesmo que seja sinónimo de morte. Com os dias cada vez mais curtos, manhãs e noites frias, ameaças de chuva e vento imprevisível. Esta despedida do verão foi abrupta e pode não ser fácil: mexe-nos com as emoções. Todos desejam mais umas semanas de calor e de céu luminoso, mas a redução da luminosidade e as alterações climáticas afetam mesmo o organismo.

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